As senhoras da Imogestin, com o apoio da Administração, realizaram na Quarta-feira, 31 de Julho, uma palestra que teve lugar no Instituto Nacional de Estudos Judiciais (INEJ).
O evento subordinado ao tema: Os Desafios da Mulher Moderna, serviu para assinalar o Dia da Mulher Africana e contou com cerca de 40 trabalhadores, bem como Administradores.

A mesa foi integrada apenas por senhoras. O acto de abertura esteve a cargo da Administradora da Imogestin Mónica Fortes e o evento esteve divido em dois momentos, sendo que no primeiro foram apresentados temas apenas por trabalhadoras da Imogestin, nomeadamente, Eng.ª Clara Inglês que falou do Perfil da Mulher Moderna Africana. No segundo, a ocasião foi reservada à convidada da Administração Dr.ª Eduarda Borja que tratou de falar da Igualdade de Género na Assumpção de Cargos de Responsabilidade na Organização e a Violência Doméstica.

Clara Inglês, a título de exemplo, defendendo o seu tema, fez alusão a um naipe de mulheres destemidas que romperam com os paradigmas sociais discriminatórios em relação a mulher africana, citando para o efeito: Nginga Mbandi, Miriam Makeba, Ellen Johnson, Taytu Betul, Huda Shaarawi, Wangari Maathai, Cesária Évora, entre outras.

Maia Xavier dissertou sobre o tema: A Mulher e a Religião, tendo apelado as senhoras africanas a não prescindirem da palavra de Deus em relação a mulher, por este ser o seu criador.

Irina Réis, por sua vez, partilhou com o auditório As Novas Formas que as Mulheres Procuram para Equilibrar a Família e a Profissão. A prelectora focalizou a sua alocução na capacidade de equilíbrio que a mulher deve desenvolver para gerir as diferentes tarefas e desafios que enfrenta a nível familiar e profissional.

No trabalho, “o ideal é que as actividades sejam organizadas para serem executadas dentro do horário de expediente. De certa forma este processo ajudará a mulher a equilibrar a família e a profissão”, defendeu.

A saúde associada ao aumento da qualidade de vida esteve, também, em análise pelo tema apresentado pela dona Ondina Neto que mostrou os benefícios saudáveis da Moringa e do Nem, plantas que existem praticamente por toda Luanda com grandes propriedades medicinais, sobretudo, no combate ao paludismo, gripe, tensão arterial, entre outras enfermidades.

Dr.ª Eduarda Borja começou por definir que: “A igualdade de género é um direito fundamental. É uma condição necessária para a sensibilidade humana, equidade laboral, coesão social e comunitária”, disse.
Falou também sobre os seus direitos e deveres, fazendo recurso a Lei Geral do Trabalho com vista, entre outros objectivos, desenvolver a cultura de respeito e cumprimento da legislação em vigor.

A Dr.ª Borja recomendou ao Conselho de Administração a inclusão, no Regulamento Interno e demais documentos da empresa, da referência a equidade de género, sobretudo, nos órgãos decisão da Imogestin, pois constatou que não consta nesse e noutros documentos da empresa.

No capítulo da violência doméstica, a palestrante reconheceu que o fenómeno associado a fuga à paternidade representa um problema na sociedade e apelou à denúncia de todos actos de violência registados, recomendando igualmente, no quadro da responsabilidade social da empresa, o apadrinhamento de casas de apoio às vítimas de violência doméstica.

Após a intervenção da palestrante convidada, coube à Dr.ª Branca do Espírito Santo o encerramento da actividade. O Dia da Mulher Africana é uma data instituída a 31 de Julho de 1962, em Dar-Es-Salaam, Tanzânia, por 14 países e oito movimentos de libertação nacional, na Conferência das Mulheres Africanas.