A Imogestin assinalou, Sábado 15 de Junho, os seus 21 anos de existência com a realização de uma reunião alargada numa das unidades hoteleiras da Baixa de Luanda. O encontro serviu para falar sobre os desafios que se colocam à empresa, assim como sobre a ética nas organizações.

Em relação ao futuro começou por falar o Presidente da Comissão Executiva, Dr. Victor Costa e Silva, que se referiu ao processo de reestruturação orgânica em curso, visando dotar a empresa de uma estrutura adequada aos desafios de curto e médio prazo, o que demanda o ajustamento e enquadramento do quadro de pessoal.

No culminar da abordagem sobre o futuro da empresa, tomou a palavra o Presidente do Conselho de Administração, Dr. Rui Cruz, que chamou a atenção para a necessidade de se conhecer o passado e o presente para se projectar um futuro sustentável.

O PCA reforçou essa posição referindo que uma das causas do desaparecimento das organizações é, precisamente, a falta de registo dos factos positivos e negativos. Na sua óptica, o outro grande desafio da empresa é a melhoria dos procedimentos internos e fazê-los cumprir.

A reunião alargada contou também com a participação do 3º Presidente da Associação Cristã de Gestores e Dirigentes (ACGD), Dr. Constantino José, que falou sobre a ética nas empresas e o seu impacto na integração dos trabalhadores.

O prelector referiu que essa problemática é uma preocupação mundial, envolvendo inclusive a Organização das Nações Unidas. No caso da União Europeia foi emitida uma directiva que impõe que até ao final deste ano as empresas que não tiverem um código de ética poderão ser impedidas de realizar transações financeiras.

No caso de Angola, o problema assume contornos alarmantes, cuja expressão é a falta de credibilidade das instituições, interna e internacionalmente.

Para o prelector, as causas da crise ética em Angola são: a crise antropológica caracterizada pelo relativismo da verdade, a desarticulação das famílias, a inversão dos valores, a teologia da prosperidade ou a relação da fé com o sucesso, onde inclui rituais para a ascensão profissional e social, bem como o contexto macro-económico.

Ao terminar a sua prelecção, o Dr. Constantino José sublinhou a necessidade de as empresas angolanas elaborarem códigos de ética próprios e assegurar a sua implementação efectiva, no sentido de recuperarem credibilidade e dessa forma estarem de acordo com as melhores práticas internacionais.

A reunião contou com a presença dos membros do Conselho de Administração, do actual vice-presidente da Mesa da Assembleia Geral, Dr. Luís Bonfim, bem como a participação do quadro de trabalhadores da Imogestin

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