E se eu precisar de sangue?

Este foi o mote da campanha de doação de sangue realizada pela Imogestin em benefício das crianças do Hospital Pediátrico de Luanda, que contou com a participação de mais de 80 colaboradores da empresa, pais e mães que atenderam ao chamado e digiram-se ao Banco Nacional de Sangue para ajudar a salvar vidas.

Com recurso a posteres, cartazes, e-cards e uma acção de SMS, a campanha apelou ao sentimento de protecção e carinho que caracteriza as relações entre pais e filhos, usando a mensagem: Pai, e se algum dia eu precisar de sangue? Esta é a mensagem da comunicação usada para mobilizar os colaboradores a atenderem ao apelo: Dê sangue, dê vida.

“Esta acção evidenciou o carácter participativo da nossa intervenção social. Estamos presentes na sociedade de que fazemos parte dando um pouco de nós próprios: o nosso sangue”, destacou o porta-voz da Imogestin”, Mário Guerra. “O ideal seria que esta acção contribuísse para que mais pessoas aderissem ao projecto, mesmo que em acções individuais”, acrescentou. Mário Guerra acredita que “uma corrente de solidariedade para com o próximo pode ser criada com pequenos gestos”.

Esta acção minimizou, na altura, as dificuldades enfrentadas pelo Centro Nacional de Sangue. Segundo a organização, “tem sido muito difícil manter o stock de sangue nos hospitais de Luanda, uma deficiência que resulta do número diminuto de dadores”. A gestão do Banco Nacional de Sangue fez saber, durante a doação, que os pacientes ficam, a maior parte das vezes, limitados à doação de familiares directos e que torna limitada a quantidade de sangue em stock e, consequentemente, a indisponibilidade do líquido precioso dar resposta aos casos de emergência.